Almalajense pretende ser um espaço de debate de ideias e opiniões onde todos são bem vindos.Sempre tendo em vista o bem da nossa terra.
terça-feira, 15 de maio de 2007
terça-feira, 1 de maio de 2007
A Ponte
Uma dessas zonas é a Ponte aí existente construída em 1877 em pedra lavrada digna representante dos melhores canteiros da época e que não fica atrás de muitas pontes históricas que existem por esse pais fora, merece um tratamento mais digno.
Quando se procedeu ao aumento da mesma para que a estrada regional fosse alargada e isso já foi há algum tempo não houve o cuidado de se proceder a uma limpeza da sua pedra, não se pensou em arranjar uma forma para que o enorme tubo de água de cor vermelho não ficasse suspenso no ar à vista de todos e quebrando o próprio angulo de visão do antigo arco, fez-se um novo muro em blocos junto à estrada e utilizando as antigas pedras na base superior mas os blocos lá estão sem serem revestidos a cimento e ainda com os pedaços de madeira presos assim como os ferros a sair da parede.
Meus amigos são precisos mais cuidados quando se trata de um legado deixado pelos nossos antepassados que arduamente trabalharam sem as ajudas das tecnologias que hoje temos.
Os serviços do Estado deveriam ser mais responsáveis e acabar o que começaram rectificando todos estes erros e pintando toda a estrutura de betão de branco escondendo assim esse mesmo betão e ao mesmo tempo fazendo sobressair o negro das pedras da antiga ponte.
domingo, 22 de abril de 2007
POTRAA
Foi recentemente apresentado pelo Governo Regional o Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA).
Este plano que está neste momento em consulta publica mais não é que um instrumento orientador do turismo nas nove ilhas dos Açores definindo e orientando espaços e locais com maior atractividade turística, assim como sugerindo e definindo roteiros e produtos específicos para cada uma das ilhas.
Este documento foi elaborado por uma Comissão Mista composta por Organismos do Governo Regional, Municípios, Universidade dos Açores, Câmaras de Comercio, Federações Agrícolas e Organizações Ambientais entre outras.
No que diz respeito ao Pico o documento refere que os principais produtos turísticos a tirar partido e a explorar são a baleia, a natureza, vulcanismo, montanha, a vinha e o vinho.
Em relação ao aumento do número de cama no Pico que neste momento ronda as 400 o plano prevê um aumento para 1060 até ao ano 2015 ou seja num espaço temporal de 10 anos.
O plano também identifica zonas nas ilhas com maiores potencialidades para o desenvolvimento turístico e no caso da nossa ilha foi definida a faixa entre São João e a Silveira além de grande parte da costa sul.
Finalmente na parte que diz respeito à criação e melhoria de infrastruturas destaca a criação do Porto de Recreio das Lajes para apoiar a observação de cetáceos e o desenvolvimento e reforço do turismo náutico em complementaridade com a Marina da Horta.
Depois de analisar o plano penso que se trata de um bom documento que vem ajudar e clarificar várias situações.
No que diz respeito ao nosso concelho é muito favorável e benéfico tanto que já provocou reacções negativas das outras autarquias da ilha nomeadamente do presidente da Câmara da Madalena dizendo que "não é perceptível e muito menos aceitável que apenas a costa sul seja contemplada como a zona de maior potencialidade turística".
Bem com esta afirmação parece que vamos ter mais uma vez guerrilha interna entre os concelhos em vez de nos unirmos e nos defendermos como ilha que somos.
Vamos a ver se a política vai mais uma vez interferir com a razão e os dados técnicos e os estudos que levaram a execução deste plano.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Teatrinhos...
A decisão de se construir um edifício de raiz para fins culturais com capacidades técnicas, logísticas e físicas parece que já a muito foi tomada não apenas por este executivo camarário mas também pelos anteriores executivos presididos pelo Eng. Cláudio Lopes. Ao longo deste tempo várias foram as designações e projectos para a sua execução. Começando numa primeira fase por se chamar de Auditório Municipal das Lajes do Pico depois numa segunda fase Casa das Artes e finalmente chegamos agora ao Teatro Municipal da Lajes do Pico.
O único ponto comum ao longo destes anos foi a localização. Sempre foi referido o terreno entre a casa da "Maricas Tomé" e os Correios. Contudo ao que diz respeito ao projecto de arquitectura já vão em três com todos os encargos financeiros que daí advém.
Aqui são apresentados os dois últimos projectos, o actual cujo autor é o arquitecto Nuno Lopes tem provocado muitas opiniões contra a sua execução pois muitos consideram ser uma arquitectura demasiado modernista e inovadora para aquela zona da Vila sem falar no custo da mesma.
O projecto anterior a este e que se pode observar nas três primeiras fotos é da autoria do arquitecto Rui Pinto e embora seja também de linhas modernas acho que apesar de todo enquadrava-se mais na zona pois tem apenas um corpo, uma fachada dupla com falsas janelas e portas que esconde a fachada principal em painéis de vidro, mantendo assim um alinhamento das estruturas da rua, finalmente o tecto composto por várias cobertas a fazer lembrar as nossas características águas furtadas ou torrinhas.
Em minha opinião já que a estratégia da Autarquia passa por construir um Teatro Municipal naquele lugar e disso penso que já não restam muitas dúvidas a escolher entre as duas opções a do arquitecto Rui Pinto seria a mais adequada, embora actualmente na nossa terra existam jovens arquitectos que decerto fariam um bom trabalho se para tal fossem convidados pela Autarquia.
sábado, 7 de abril de 2007
Passos
Estamos já a terminar a época Pascal e com ela vem à memória várias tradições relacionadas com este período, algumas ainda resistem ao tempo outras nem por isso.
Neste período quaresmal várias eram as procissões que se realizavam na nossa Vila mas de todas aquela que maior número de fiéis trazia a Vila era a dos Passos que remonta ao século XVII introduzida pelos Franciscanos e promovida pela Irmandade da Santa Casa da Misericórdia.
Ligado a esta procissão está os Passos cuja datação, remonta ao século XVII/XIX, assumem um papel de destaque na referida procissão. Estes pequenos nichos situam-se em vários pontos da vila, existindo actualmente apenas quatro, em razoável estado de conservação mas era de importância que se coloca-se uma pequena placa bilingue a identificar este património para quem nos visita ficar informado pois trata-se da única Vila da ilha e das poucas nos Açores que tem este tipo de construção.
Também é necessário que se conserve e restaure na medida do possível estas estruturas como esta da imagem cuja parede que o alberga parece que está em risco de cair. No dia de Passos, estes altares eram habitualmente embelezados com flores e verduras e quadros com as cenas dos Passos de Jesus trazidas da Igreja de São Francisco. A procissão percorria a vila em penitência e oração realizando assim a Via Sacra de Cristo, cantando e rezando o Pai Nosso e a Avé Maria, tradição que hoje desapareceu.
Oração da procissão dos Passos:
Recebei estes meus passos,
Ó meu amável Jesus.
Permita que vos ajude
A levar a Vossa cruz
E que por ela consiga
Dos meus pecados perdão,
A Vossa graça, Senhor,
E a eterna salvação.
Que depois deste desterro
Eu vos vá ver, ó Jesus,
No feliz reino da glória
Cercado da eterna luz.
domingo, 25 de março de 2007
Reparos...
Depois da excelente recuperação, restauro e adaptação em Posto de Turismo do antigo Forte de Santa Catarina realizada pela Câmara Municipal existem apesar de tudo alguns reparos que várias pessoas têm vindo a sugerir e que seriam de fácil resolução.
Em primeiro lugar a fraca ou inexistente iluminação nocturna que um lugar daqueles merece tal como acontece por essas terras fora em Fortes e Castelos. Falo mais propriamente da iluminação das muralhas exteriores viradas para o mar e da única vigia existente embora esta com um pequeno ponto de luz que mal se nota. Todo isto a contrastar com a talvez demasiada iluminação do Jardim.
A iluminação exterior das muralhas assim como da vigia traria uma nova beleza nocturna à baia à semelhança com o que acontece com o Monumento aos Baleeiros que não deixa ninguém indiferente.
Finalmente o ultimo reparo é o abandono há mais de um ano das antigas peças "canhões" do forte que se encontravam enterradas na zona da rampa e em frente ao museu que foram desenterradas a quando das obras de saneamento básico da Vila e que se encontram actualmente em cima da Ladeira nos estaleiros que a empresa Técnovia utilizou para a produção de betão para a obra da protecção marítima.
Estas peças deveriam ser recuperadas e colocadas no Forte pois fazem parte da sua história e assim voltariam ao seu local de origem.
Será que foi um esquecimento da Autarquia
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